Um núcleo pequeno que resolveu se especializar no que dá trabalho depois.
Assinatura não se perde na tela de venda. Perde-se três meses depois, no dia em que alguém quer trocar o cartão e não encontra onde.
A casa fez o primeiro aplicativo de assinatura em 2019 e achou que a parte difícil seria a tela de venda. A parte difícil chegou no terceiro mês: cartões vencidos, gente com duas contas, pessoas presas fora do próprio aplicativo e um atendimento inteiro ocupado com isso.
Foram quatro semanas reescrevendo o que deveria ter sido escrito antes: os estados da conta, os avisos de cobrança e o caminho de volta para quem perdeu o acesso. O produto ficou bom, mas o aprendizado custou caro ao cliente e à casa.
Hoje esse documento é a primeira entrega de qualquer projeto com cobrança, e o resto do ofício continua inteiro aqui: produto, desenho, código para os dois sistemas, painel de quem atende, publicação e sustentação mensal.
Cuiabá tem menos estúdios do que a demanda pede, e boa parte dos clientes chega com o aplicativo começado por outra pessoa. Nesses casos lemos o que existe e dizemos com franqueza o que aproveita — às vezes é quase tudo.

O terceiro mês manda
O projeto se planeja pelo dia noventa, não pelo primeiro.
Estado escrito
Cada situação da conta existe no papel antes de existir em código.
Saída fácil
Cancelar e exportar dados são funções do produto, não obstáculos.
Acesso revogável
A chave dos dados é do cliente, e o contrato diz como retomá-la.
Quatro decisões que aparecem só no terceiro mês
Aplicativo de assinatura é fácil no primeiro dia e difícil no nonagésimo. Estas quatro decisões são tomadas no começo justamente porque a conta delas chega tarde.
Entrar sem sofrimento
Senha esquecida, troca de aparelho, mesma conta em dois celulares. Quem projeta só o caminho feliz acaba com um canal de atendimento ocupado por gente que quer apenas entrar.
Estados da conta escritos
Ativa, em teste, atrasada, cancelada, reativada. Cada estado precisa dizer o que o usuário vê e o que ele ainda pode fazer, antes de virar código.
A cobrança que falha
Cartão vencido e compra recusada acontecem todo mês. O aplicativo avisa, dá prazo, tenta de novo e explica em português o que houve.
Sair sem pedir licença
Cancelar, exportar os próprios dados e apagar a conta precisam existir dentro do aplicativo. As lojas exigem isso, e quem cancela fácil volta.
Quem passou do primeiro mês
Abra cada ficha para ler. Todas foram autorizadas por quem escreveu.
Gilberto N.diretor de uma escola de idiomas
Os estados da conta foram escritos numa folha antes do código. Eu achei exagero e foi o documento mais consultado do projeto.
Luzia H.criadora de um aplicativo de meditação
Cancelar dentro do aplicativo me assustava. Um terço de quem cancelou voltou no trimestre seguinte.
Odair B.dono de uma rede de academias
O painel deixou minha recepção resolver reativação sem me ligar.
Zilda do R.responsável por um serviço de laudos
A exportação dos dados do usuário já veio pronta. Quando o cliente corporativo perguntou, estava lá.
Wilson T.sócio de um aplicativo de logística
A revisão de segurança a cada versão pegou uma falha de permissão que estava comigo havia meses.
Sirlene M.fundadora de um serviço de nutrição
A leitura mensal mostra quantas contas entraram e quantas saíram. Passei a decidir preço olhando isso.
Sua assinatura sobrevive ao terceiro mês?
Conte como o seu serviço cobra hoje. Devolvemos os estados da conta escritos e a lista do que as lojas vão exigir antes de liberar.